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Tarde da noite, lindos, exoticos, geniais. Não demorou muito para passarmos dos olhares às palavras, depois aos risos, e, enfim, ao classico ritual de apresentacão e troca de telefones e outras referências formais. É obvio que foi um contato profissional pelo avesso, mas cheio de autenticidade. Vi naquelas caras e bocas um pouco mais do que uma proposta cênica. Vi desejos, vi talento, vi esforço, vi perseguição, vi certezas, vi incertezas, vi batalhas, vi conquistas. Vi vida e vida é bom. Não é apenas o cabelo, a maquiagem, o figurino. Não é apenas as cançôes, os gestos largos, o lado dramatico do ser puxando pro surrealismo, pro real-fantastico, pro universal. Sem fronteiras, sem limites, sem inibição. Rompendo o contorno do meramente agradavél. Às vezes chocante, sempre vital. Assim são OS CORSINI - Alessandro e Massimo - dois vendavais.
DULCE TUPY - Rio de Janeiro - 1983 |